Para mim o consumo tem a ver com quem a pessoa é, seu estilo de vida, seus valores e naquilo em que ela acredita, por isso o termo consumo autoral. E claroooo, isso ao final reflete na moda, que é reflexo da cultura e do comportamento das pessoas de uma época.
Apesar da cultura de celebridades … acredito que no final das contas uma pessoa escolhe se inspirar numa determinada celebridade por que tem algo dela (ou gostaria ter) …. enfim … mas aí já será outro post … voltando a questão do consumo autoral:
A assunção do consumidor ao papel de autor das suas escolhas tem haver com a globalização e avanços tecnológicos, com conteúdos virtuais em constante evolução, que permite o acesso às diferentes culturas, revolucionando os valores de existência e espaço, bem como estimulam o indivíduo à descoberta dos seus talentos (… só lembrar do youtube, onde os indivíduos compartilham seus interesses, idéias e conhecimentos de forma espontânea e democrática)
Quero hoje citar 2(duas) megatendências de consumo que podem ser percebidas ao nosso redor : consumo compartilhado e consumo com valorização da cultura local.
Vemos brotar lojas de compartilhamento de roupas, sapatos e bolsas; desde a conhecida locação por peça, como aquelas que prevêem o pagamento de uma assinatura mensal, que dá direito a retirar itens até diariamente …. Uauuuuuu!!!
Já a valorização da cultura local segue em linha com a questão da sustentabilidade e sobrevivência do nosso planeta e vem sendo discutida e sentida como fundamental para humanidade; além do que remete à valorização dos ancestrais, como por exemplo no Brasil a cultura africana.
Outra situação que podemos perceber em nosso dia a dia: numa época em que a população está ficando mais velha e há um aumento da convivência entre jovens e idosos, os idosos passam a ter uma concepção de vida mais jovial, estudam, viajam, iniciam novos projetos, estabelecem uma nova relação com os jovens, o que permite a troca energética entre sabedoria e frescor vital, aproximando as diferentes gerações. Com isso, vemos emergir indivíduos que não aceitam os valores da 3ª idade, e independentemente da idade vivem de forma jovial e contemporânea.
Em outros post irei detalhar mais com fotos de pessoas, ambiente e roupas, com a idéia de contextualizar as tendências por meio das imagens 🙂
E você? Já percebeu essas tendências? tem alguma outra que gostaria de apontar? Me ajude a mapear esses vetores de mudança 🙂
Para finalizar, quero citar a fonte/ bibliografia que me inspira e continua me inspirando a pensar a respeito do consumo autoral e tendências: MORACE, Francesco. Consumo Autoral: As Gerações como empresas criativas. Tradução Káthia Castilho. 2ª Edição. São Paulo: Estação das letras e cores, 2012.




Comente no Blog